Quem Somos

Novo Espaço para Criadores e Indústria em Lisboa

COMPARTILHAR PARA TRANSFORMAR

Na Rua das Amoreiras, em Lisboa, criativos e comerciais decididos a aproximarem os criadores da indústria organizaram-se em coletivo. Pretendem deixar legado, obra feita, mas em regime colaborativo pois colocam a colaboração ao centro da nova economia criativa. Para a execução do plano dispõem da vontade e de um camaleónico espaço gigante onde, garantem, tudo pode acontecer nos domínios das mais variadas artes, da arquitectura e do design, da moda, da comunicação ou mesmo da publicidade e do marketing. Receptivos às mais variadas propostas e colaborações externas, oferecem, em troca, o expertise do ensemble e do caldo criativo que criaram. Chamam-se Coletivo 284 e vêm dispostos a abanar estruturas.

A ideia só agora tomou forma mas surgiu no ano de 2016 numa feira em Milão no encontro entre o designer e agente português Paulo André e a designer brasileira Adriana Scartaris. A distância entre a indústria e os criadores desagradava-lhes: “Não serve nem a uns nem a outros”, garante Paulo André, fruto  da sua experiência de anos no mercado europeu. Era precisar juntar as forças vivas, eliminar barreiras, facilitar processos, estimular a colaboração entre os stakeholders, os interessados.

Poderíamos ter criado um espaço de coworking ou mais um salão de exposições”, diz Adriana, “mas queremos fomentar o mercado, deixar um legado especial, fazer realmente a diferença”, explica. Assim surgiu a ideia do colectivo e de colocar as artes e os seu protagonistas lado a lado com os negócios. Exposições, eventos e mostras de produto convivem num espaço preparado para tudo onde nem uma cozinha hi tech foi esquecida.

COMPARTILHAR PARA AVANÇAR

O que torna este projecto realmente diferente é o firme propósito de partilha, não apenas do espaço mas também de ideias. Como Paulo André elucida, “nós colocamos as pessoas em contacto, quanto mais gente compartilhar, melhor. É muito melhor trabalhar no Coletivo, porque, quando as empresas entram, já ganharam, agregam contactos e criam parcerias”. Para as mentes por detrás do Coletivo 284, a ideia de contacto surge no altar mor para onde todos os desejos podem ser lançados: “Criar laços entre criadores e criativos tal como entre estes e as marcas, a indústria é o que está por detrás de tudo isto. Dar ponto com nó”, explica Adriana.

São várias as valências dos colaboradores do Coletivo – da luminotecnia à arquitectura passando pelo design industrial, o vídeo, marketing, mesmo a culinária.

A ERA DO CONTACTO

A criatividade produz comunicação mas também se alimenta dela, daí ser tão importante para os membros do Coletivo 284 o contacto entre criadores e entre estes e a indústria.  “O contrário significa a redução do potencial criativo disponível”, explica Paulo André, garantindo que “o Coletivo 284 aposta-se em eliminar barreiras, expandir redes e maximizar oportunidades.  O fluxo constante de ideias e processos é a matéria prima essencial para abraçar este mundo novo onde as ideias de economias criativa e colaborativa surgem integradas”.

Surge como uma ‘zona de capacidade’ onde especialistas de diversas áreas colaboram nos projectos mais diferenciados trazendo uma contribuição multidisciplinar, às vezes implausível, mas potencialmente transformadora: “Um cozinheiro pode opinar sobre uma exposição de pintura ou um fotógrafo sobre um novo mobiliário? Tecnicamente, provavelmente não, mas as respectivas experiências como criadores permitem-lhes um espaço compartilhado de comunicação onde tudo pode acontecer”, explica Adriana Scartaris confessando ainda que “é essa efervescência que nós procuramos”. Daí a abertura ao acolhimento de ideias, de propostas externas, confirmando a ideia que trazem de colectivo.

BRASIL E PORTUGAL À CONQUISTA DA EUROPA

Dada a proveniência de ambos os dinamizadores, cedo foi entendida a vantagem de associarem as características dos dois países (Brasil e Portugal) neste projecto. A tradição em design de ponta e liberdade criativa brasileiras associadas à versatilidade portuguesa e ao conhecimento profundo do mercado e métodos europeus, surgiu como uma síntese de força ideal para desenvolverem um projecto revolucionário como o Coletivo 284 onde criadores e produtores se sentam à mesma mesa, discutem ideias e passam-nas à prática. Além disso, um salão de análise com material promocional e amostras das marcas parceiras irá dar apoio, com catálogos e produtos expostos, e estará sempre à disposição de jovens profissionais, estudantes, clientes e profissionais dos sectores da arquitectura e do design e outros interessados.

MERCADO CRIATIVO E MARCAS ACTIVAS NUMA GALERIA DE ARTE

Desde há muito as marcas perceberam a necessidade de contacto com o seu público e várias estratégias têm vindo a ser seguidas nesse sentido. Os eventos são uma dessas vias. Nessa linha de pensamento, o Colectivo 284 disponibiliza não apenas o espaço para contacto mas também apoio técnico, criativo e o convívio íntimo com os artistas que gravitam pela casa. “Fomentar o mercado e o trabalho artístico é o nosso grande propósito”, garante Paulo André.

O ambiente é, por isso, artístico mas também comercial. As exposições surgem lado a lado com os mais variados processos criativos e a actividade comercial pura e dura corre numa mesa mais para o lado. A proposta é a de proporcionar um mercado extra aos artistas, um ambiente de livre fluxo de ideias para todos, onde os negócios acontecem e todos descobrem novos valores e novas formas de fazer. Como Adriana Scartaris resume: “o nosso negócio é capacidade. Estimulá-la, nutri-la, naná-la. Activar a capacidade de fazer, de imaginar, de criar, de colocar as ideias em marcha, de viabilizar”.

UM ESPAÇO À MEDIDA PARA ENTENDEDORES

O espaço. Imagine-o amplo, de fácil acesso e numa zona nobre da cidade de Lisboa. Conceba agora uma gestão futurista do estabelecimento, onde um conselho de curadores, simultaneamente sequioso e prenhe de ideias, composto por profissionais de diversas índoles técnicas e criativas, cria e aceita desafios.

Contabilize, por último, 550 m2 em espaço aberto, excelentemente iluminado, com partições variáveis a ladear a tal da cozinha, oficina espaçosa e esplendidamente equipada, onde cozinhar pode virar espectáculo. Em suma, um local onde, garantem os promotores, “trabalha-se, pensa-se, cria-se, expõe-se, testa-se e apresenta-se”.

O público alvo é qualificado, conhecedor e ávido de novidades. Como facilmente se depreende, surge  dos vários quadrantes ligados aos mercados da economia criativa, industriais, criadores, coleccionadores, publicitários, marketeers mas também do grupo de consumidores finais, clientela variada mas discernente, apreciadora das artes, do design e de desafios.

OITO CRIATIVOS, QUATRO EMPRESAS E UMA CURADORIA

Sobre a sólida estrutura providenciada por quatro empresas de áreas distintas mas complementares, a Traços Interiores, Agente para Portugal de várias marcas internacionais de decoração; Adriana Scartaris, Designer de Interiores; Sérgio Rosário Estúdios, Vídeo e Fotografia; e Pine, Agência de Marketing Digital, juntam-se oito criativos em regime de rotatividade provenientes de diversas áreas.

Dois países, quatro empresas, oito criativos e assim se estabeleceu o número do Coletivo, embora não seja de admirar se anos mais tarde vier a ser 28400 ou qualquer outro número gigante e esdrúxulo – é essa a disposição.

Em conjunto, organizam-se num conselho curador… colaborador que selecciona e acolhe projectos podendo também oferecer o expertise para a sua concretização.

Informação privilegiada, garante-nos estarem várias outras actividades agendadas, ficando a promessa de em breve virem a ser anunciadas.

A economia do futuro não pode acontecer se ela não for criativa, colaborativa, participativa e compartilhada. A nossa ideia é focar no futuro com base nessa economia criativa”, garante Adriana Scartaris.